Presidente falou sobre crise financeira em ato eleitoral por Luiz Marinho.
Encontro deverá reunir Mantega, Meirelles e representantes de bancos.
O presidente usou metade de seu discurso durante ato de apoio ao candidato à Prefeitura de São Bernardo, Luiz Marinho, para falar apenas da crise econômica. Lula buscou passar uma mensagem de tranqüilidade aos consumidores, como já havia feito antes. “É importante que vocês saibam porquê eu estou tranqüilo, apesar de muita gente torcer para que a crise chegue no Brasil como se fosse um tsunami, como se fosse um furacão.”
Lula afirmou que o Brasil “não vai quebrar” porque o governo “fez a lição de casa” em 2003. O presidente garantiu que o governo federal não vai parar nenhuma obra e vai buscar fortalecer o mercado interno. Lula também resumiu as medidas que o governo adotou nas últimas semanas para solucionar os problemas de crédito. De acordo com ele, todo mundo que tinha dinheiro no exterior “sentou em cima do dinheiro, então não tem dinheiro para crédito”.
O presidente também afirmou que orientou os bancos, inclusive o banco do Brasil, a comprar carteira dos bancos menores. “Já compramos três e vamos comprar mais.” Outra medida, segundo o presidente, foi colocar parte das reservas brasileiras no Banco do Brasil no exterior para garantir crédito às exportações.
O presidente está preocupado com o impacto das notícias sobre o comportamento do consumidor. “Esse negócio de crise começa assim: alguém fala uma vez, vai criando medo na sociedade, esse medo vira pânico e a sociedade sem saber porque deixa de comprar.”
Lula, no entanto, garante que ainda não há reflexo na economia real. “Duvido que alguém tenha sentido na empresa que trabalha essa crise.”
