Turbulência 'enxugou' recursos para financiamento do crescimento.
Banco Central francês já admitiu que país vive recessão técnica.
Passado um mês da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, que foi o estopim da fase mais grave da crise financeira internacional, o mundo se volta aos efeitos mais duradouros do problema: a possibilidade, cada vez mais real, de que grandes economias venham a entrar em recessão.
Com os grandes bancos registrando prejuízos decorrentes dos "créditos podres" do mercado imobiliário norte-americano, os recursos secaram. As instituições desconfiam da capacidade de pagamento umas das outras e quem tem dinheiro não se arrisca a emprestá-lo. Sem recursos para financiar seu crescimento, as empresas reduzem o ritmo, servindo de freio à economia.
De acordo com a maioria dos economistas, um país entra em recessão quando seu Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas do país) recua por dois trimestres consecutivos. Por essa definição, Alemanha, Itália, Japão, Irlanda, Suécia estão "a um passo" de entrar em recessão.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as economias desses países se retraíram no segundo trimestre deste ano. Com o agravamento da crise financeira nos últimos meses, os dados do terceiro trimestre, que devem ser divulgados nas próximas semanas, não devem mostrar resultados animadores.
